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REABERTURA DE MARQUISE DO IBIRAPUERA COM NOVAS REGRAS PARA CICLISTA E SKATISTA

A Marquise do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, foi reaberta. O local estava fechado desde o fim de 2019 após sucessivas interdições parciais por risco de colapso.

A requalificação foi executada pela concessionária Urbia, responsável pela gestão da área verde desde 2020, com investimento da prefeitura de mais de R$ 86,9 milhões. As obras se iniciaram em 2024.

Na reinauguração, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) chegou a andar rapidamente de skate e destacou a importância da intervenção.

Com 27 mil metros quadrados, o espaço passou por intervenções no forro, na estrutura — pilares, vigas e laje —, além de impermeabilização, sistema de drenagem, platibanda, piso e iluminação.

Um novo decreto, publicado nesta semana no Diário Oficial da Cidade, regulamenta a ocupação da área e autoriza práticas esportivas antes proibidas por norma de 2003, que só permitia caminhada.

A partir de agora, a Marquise conta com trechos exclusivos para skate, patins e ciclismo BMX, que ocupam cerca de 3,6 mil metros quadrados, além de um espaço destinado às crianças, com aproximadamente 700 metros quadrados.

“Havia um decreto de 2003 que proibia qualquer atividade que não fosse caminhar. Fizemos um trabalho com o conselho gestor do parque, com a concessionária, com os usuários e chegou-se a um consenso, por meio do diálogo, para compartilhar de forma harmônica e democrática. Então, a gente vai ter os espaços para quem é skatista, para quem usa bicicleta, deixando espaço reservado para quem é idoso”, explicou o prefeito.

O decreto também estabelece diretrizes para a preservação da estrutura, restringe o uso de bicicletas com aro superior a 16 na área infantil, define limites para o volume de caixas de som e regulamenta a realização de eventos de pequeno porte, que devem seguir o Plano Diretor do Parque Ibirapuera.

Projetada por Oscar Niemeyer em 1954, a Marquise conecta equipamentos como o Museu de Arte Moderna (MAM), a Oca e o Museu Afro Brasil. Tornou-se, também, uma das identidades culturais da cidade.

 

 

Fonte Gazeta SP

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