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ESTUDANTES CRIAM DRIVE-THRU PARA DESCARTE DE ELETRÔNICOS

Os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Arquidiocesano, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, decidiram colocar em prática o que aprenderam em sala de aula. Estudante se uniram e organizaram um drive-thru para a coleta e descarte de resíduos eletrônicos aberto à comunidade para este sábado, 13 de setembro, das 9h30 às 12h.

A iniciativa nasceu do Projeto de Intervenção Social (PIS), no qual os estudantes elegeram o resíduo eletrônico como tema prioritário. Desde então, sugeriram a instalação de coletores nas áreas comuns, produziram cartazes informativos e envolveram suas famílias em entrevistas sobre práticas de descarte.

Podem ser entregues computadores, celulares, batedeiras, liquidificadores e diversos outros equipamentos que utilizem pilhas, baterias ou energia elétrica. Pilhas e baterias soltas, assim como geladeiras e televisores de tubo, não serão aceitos.

“O propósito é ultrapassar os muros da escola. As crianças perceberam que doar aparelhos quebrados não é doação, mas sim solucionar o problema. Doar, de verdade, é quando o equipamento ainda está funcionando. Ao longo do projeto, descobriram também a importância do descarte correto e como pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças”, explica a professora Paula Arruda, responsável pelo projeto.

A professora complementa: “Se plantarmos essas sementinhas agora, colheremos bons frutos lá na frente. Cada gesto conta e a consciência que nasce hoje fará diferença no amanhã.”

O grupo recebeu a visita de Daniel Hoelz, fundador da W3 Reversa, parceira da iniciativa responsável pela destinação correta de todos os resíduos recolhidos. Durante o encontro, ele mostrou às crianças como os materiais são encaminhados para descarte e reciclagem adequados, reforçando que pequenas atitudes têm impacto direto no meio ambiente.

Cartinhas, desenhos e falas cheias de propósito mostraram como os alunos se transformaram em multiplicadores de consciência ambiental.

Entre os pequenos, a expectativa é grande. O aluno Emanuel Diniz de Oliveira, 6 anos, resume bem. “Não é lixo eletrônico, é resíduo eletrônico. A gente quis esse tema porque queria ajudar o planeta a ser mais limpo e colocar tudo no lugar certo. Eu estou me sentindo muito feliz de ajudar nesse projeto”, diz entusiasmado.

Embora o drive aconteça apenas no dia 13, o colégio manterá um coletor interno exclusivo para alunos e para a comunidade escolar interna, ainda sem prazo definido para retirada, para incentivar o descarte contínuo de eletrônicos, reforçando que cada pequeno gesto contribui para um planeta mais limpo.

Outras escolas também estão trabalhando a questão dos resíduos eletrônicos em uma parceria entre Magalu e Movimento Circular. O Mutirão do Eletrônico realiza a formação de professores até setembro, mas a mobilização prática já começou.

Depois das formações realizadas na primeira quinzena do mês, os educadores que concluírem os módulos formativos passam a ser reconhecidos como Embaixadores(as) da Circularidade. Eles têm agora a missão de formar as Comissões de Estudantes que vão engajar colegas, família e comunidade na campanha de coleta de eletrônicos que estão em desuso.

Roju Santana, gestora do projeto pelo Movimento Circular, destaca que nessa fase os estudantes são as peças-chaves do mutirão. A expectativa é de que pelo menos 400 profissionais de cerca de 100 escolas da Zona Norte de São Paulo concluam a formação.

Cada instituição foi incentivada a mobilizar ao menos quatro educadores (gestão, coordenação e professores), para garantir a representatividade no processo.

Durante a criação das comissões, as escolas são convidadas a registrar o momento com fotos e vídeos, que farão parte do material final do projeto. Em novembro, os nomes das escolas vencedoras serão divulgados. O pódio ficará com as que recolherem mais resíduos eletroeletrônicos.

“O mutirão não apenas incentiva o descarte correto e reciclagem responsável, como também fortalece o senso de colaboração entre estudantes, professores e famílias, inspirando hábitos sustentáveis e reforçando a importância do trabalho coletivo na construção de um futuro mais consciente”, diz Vinicius Saraceni – Diretor Geral do Movimento Circular.

Todas as escolas estão usando a criatividade para arrecadar eletrônicos e engajar a comunidade, mostrando que soluções inovadoras podem transformar pequenas ações em grandes resultados. A etapa de coleta dos equipamentos está prevista para o fim de setembro.

Na Escola Amenaide Braga de Queiroz, no Jardim Franca, o professor Erllon de Almeida Silva destaca que o projeto tem sido enriquecedor justamente pelo caráter coletivo. Os estudantes estão assumindo o protagonismo: organizam campanhas, editam materiais de divulgação, trazem ideias e, claro, equipamentos sem uso para a arrecadação.

“O mais bacana é ver como eles se colocam à frente. Pensam, organizam, dão ideias e mostram que, juntos, conseguem transformar teoria em prática. Esse movimento coletivo fortalece a consciência social e amplia o impacto para além da sala de aula”, afirma o professor.

Além do Magalu e do Movimento Circular, o Mutirão do Eletrônico conta com o apoio da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE); da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, através da Unidade Regional de Ensino da Região Norte II; e do Centro Paula Souza.

Drive de Resíduos Eletrônicos
Data: sábado, 13/09
Horário: das 9h30 às 12h
Local: Colégio Marista Arquidiocesano – Rua Afonso Celso, 844 – São Paulo

 

Fonte Ciclo Vivo

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